A história da foto e da óptica no Brasil
A história da Fotoptica começou em 1920, pouco depois do fim da Primeira Grande Guerra, que trouxe para o Brasil milhares de imigrantes europeus em busca das oportunidades que o Novo Mundo prometia. Entre eles estava o húngaro Desidério Farkas, que fundou a Fotoptica no Brasil como uma filial da Hafa, empresa de propriedade de sua família na Hungria.
No começo dos anos 20, a fotografia começou a se transformar em um hobby muito procurado no Brasil. Os lambe-lambes - figuras muito populares na época - fotografavam famílias e casais de namorados nas praças. A primeira loja Fotoptica, aberta na Rua São Bento, no centro de São Paulo, trazia na fachada o logotipo criado por Desidério: uma máquina fotográfica, um olho e um galo, que representava a sua disposição de criar uma empresa "boa de briga", disposta a "conquistar" o país.
E assim foi: desde aquela época, quando já expunha nas vitrines grandes novidades de então – como as câmaras Brownie, da Kodak, e a Leika de 35 mm – a Fotoptica sempre se manteve na vanguarda, lançando tecnologias e criando tendências em fotografia e óptica. E uma delas foi o inovador jornal "Luz e Sombra", que promovia fotógrafos amadores e concursos de fotografia.
Mesmo as dificuldades econômicas surgidas em todo o mundo por causa da Segunda Guerra Mundial não impediram a Fotoptica de continuar crescendo: em 1941 a empresa inaugurou sua segunda loja, na rua Barão de Itapetininga. As câmaras fotográficas já não eram luxo restrito ao público abastado: o design simples e o uso de materiais como a baquelita (tipo de resina feita com fenol e formol) baratearam os equipamentos que, a partir de então, se multiplicaram: em uma única década, a Leika produziu 250 mil câmaras modelo M3. No Brasil, quem quisesse comprar uma delas só precisava ir à Fotoptica.
No início da década de 50, a Fotoptica deu outro importante passo com o lançamento do tablóide “Novidades Fotoptica”, referência para profissionais e amadores. O sucesso foi tão grande que, em pouco tempo, a publicação mudou de formato e passou a se chamar “Revista da Fotoptica”. Foi a primeira revista de fotografia do Brasil a chegar ao mercado internacional.
Assim como a fotografia, a óptica também evoluía rapidamente no país: o plástico invadiu o mercado de armações e, na década de 60, a Fotoptica trouxe da Europa a grande novidade do momento: os óculos estilo "gatinho". O mundo vibrava ao som dos Beatles e a Fotoptica, sempre atenta às novidades, começou a vender também gravadores, amplificadores, caixas acústicas e toca-discos para embalar os bailinhos da nossa "jovem-guarda".
Nos psicodélicos anos 70, as vitrines da Fotoptica exibiram enormes armações femininas multicoloridas lado a lado aos modelos masculinos redondinhos, estilo "John Lennon". A empresa continuava a consolidar seu processo de expansão. A inauguração da loja do Shopping Center Iguatemi – gesto de ousadia e confiança – marcou uma nova etapa de crescimento e inovação para a Fotoptica, que entrou na década de 80 espalhando quiosques de revelação de filmes por toda a cidade de São Paulo: em menos de um ano, eles chegaram a 250. Em 1984, os quiosques foram embora e a tecnologia entrou de vez nas lojas, que foram equipadas com modernos laboratórios para oferecer revelação rápida de filmes.
Em 1997 toda a rede Fotoptica já estava apta a aviar receitas de óculos em até uma hora, uma nova tendência em óptica. Foi nessa época que a empresa decidiu modernizar e padronizar suas unidades, seguindo a estratégia revolucionária de ampla exposição de produtos e auto-atendimento. E foi neste mesmo ano que a Fotoptica deixou de ser uma empresa familiar: sob o comando do Brazil Private Equity Fund L.P., transformou-se na maior rede de fotografia e óptica do Brasil.
Em 2001, a empresa lançou o primeiro mini-lab digital do país e introduziu no mercado os serviços de fotografia digital que agora ganham reforço, neste site, com a mais moderna e exclusiva tecnologia para a impressão de imagens pela internet.
Se em 1920 a Fotoptica trouxe ao Brasil as primeiras câmaras fotográficas, hoje ela oferece modernas câmaras digitais, telefones celulares, lentes revolucionárias, uma linha de armações com marcas exclusivas de design prático e moderno, e uma infinidade de outros produtos e serviços oferecidos com o mais alto e simpático padrão de atendimento.
Em 2007, a Fotoptica foi adquirida pela holandesa Hal Investments B.V., um dos maiores grupos de varejo óptico do mundo, que conta com mais de 4 mil lojas e 15 mil funcionários. A união da tradição do mercado brasileiro com o know how do grupo europeu promete um próspero programa de expansão, sempre tendo o cliente como foco principal.
Nestes mais de 86 anos, a Fotoptica se integrou à história da fotografia e da óptica no país, acompanhando a tecnologia e plantando raízes na nossa cultura ao conjugar estilo com o conforto de uma boa visão, revelar milhões e milhões de momentos de alegria e trazer praticidade, facilidade e respeito ao consumidor.
Hoje, além de ser uma referência profissional no setor, a Fotoptica é também uma lembrança de emoção no coração de inúmeras gerações de brasileiros.
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